quinta-feira, 26 de julho de 2012

Patronos e intercessores da JMJ Rio2013

Sob o manto da padroeira do Brasil, a guarda Soldado de Cristo, com o coração jovem, em missão e cheio de paz. Assim está a JMJ Rio2013 com a proteção de seus patronos. São eles:
Nossa Senhora da Conceição Aparecida;
São Sebastião;
Santo Antônio de Santana Galvão;
Santa Teresa de Lisieux
Beato João Paulo II.
O lançamento aconteceu na tarde de hoje, 27 de maio, no Santuário da Penha. Ao todo são cinco patronos e 13 intercessores.
Entenda melhor a diferença entre os dois e conheça as invocações de cada um:
Patronos - pais espirituais dos jovens
Os patronos são os pais espirituais dos jovens, lhe ensinam, como verdadeiros pais e mestres, os caminhos para santidade. Foram escolhidos por estarem intimamente ligados ao espírito da JMJ Rio 2013. Dentre estes estão também representantes da nação. O tema missionário inspira o pedido por proteção e entusiasmo para enfrentar os desafios da evangelização nos dias atuais. Oração e ação são dimensões inseparáveis dos discípulos-missionários de Jesus Cristo.
Nossa Senhora da Conceição Aparecida, protetora da Igreja e das famílias!
São Sebastião, Soldado e mártir da fé!
Santo Antônio de Santana Galvão, arauto da paz e da caridade!
Santa Teresa de Lisieux, padroeira das missões!
Beato João Paulo II, amigo dos jovens!
Intercessores - um modelo a ser imitado
Os jovens desejam encontrar-se com a verdade que dê sentido a sua existência. Dentre os intercessores escolhidos para a JMJ Rio 2013 estão homens e mulheres que mesmo na juventude souberam escolher a melhor parte em suas vidas: Jesus Cristo. A história de suas vidas inspira-nos a cultivar suas virtudes. O número 13 poderia apontar para o ano da Jornada, mas, além disso, atesta para todos que a santidade na vida concreta é possível. A geração JMJ é convidada a entregar sua vida àquele que concede felicidade e liberdade em abundância.
Santa Rosa de Lima, fiel à vontade de Deus!
Santa Teresa de Los Andes, contemplativa de Cristo!
Beata Laura Vicuña, mártir da pureza!
Beato José de Anchieta, apóstolo do Brasil!
Beata Albertina Berkenbrock, virtuosa nos valores evangélicos!
Beata Chiara Luce Badano, toda entregue a Jesus!
Beata Irmã Dulce, embaixadora da Caridade!
Beato Adílio Daronch, amigo de Cristo!
Beato Pier Giogio Frassati, amor ardente aos pobres e a Igreja!
Beato Isidoro Bakanja, mártir do escapulário!
Beato Ozanam, servidor dos mais pobres!
São Jorge, combatente do Mal!
Santos André Kim e companheiros, mártires da evangelização!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O que é o credo?

Imagem de Destaque

O Creio é o resumo da fé católica
Desde o início de sua vida apostólica, a Igreja elaborou o que passou a ser chamado de “Símbolo dos Apóstolos”, cujo nome é o resumo fiel da fé dos apóstolos; foi uma maneira simples e eficaz de a Igreja exprimir e transmitir a sua fé em fórmulas breves e normativas para todos. Em seus doze artigos, o 'Creio' sintetiza tudo aquilo que o católico crê. Este é como "o mais antigo Catecismo romano". É o antigo símbolo batismal da Igreja de Roma.

Os grandes santos doutores da Igreja falaram muito do 'Credo'. Santo Ireneu (140-202), na sua obra contra os hereges gnósticos, escreveu: "A Igreja, espalhada hoje pelo mundo inteiro, recebeu dos apóstolos e dos seus discípulos a fé num só Deus, Pai e Onipotente, que fez o céu e a terra (...).Esta é a doutrina que a Igreja recebeu; e esta é a fé, que mesmo dispersa no mundo inteiro, a Igreja guarda com zelo e cuidado, como se tivesse a sua sede numa única casa. E todos são unânimes em crer nela, como se ela tivesse uma só alma e um só coração. Esta fé anuncia, ensina, transmite como se falasse uma só língua.  (Adv. Haer.1,9)

São Cirilo de Jerusalém (315-386), bispo e doutor da Igreja, disse: "Este símbolo da fé não foi elaborado segundo as opiniões humanas, mas da Escritura inteira, de onde se recolheu o que existe de mais importante para dar, na sua totalidade, a única doutrina da fé. E assim como a semente de mostarda contém, em um pequeníssimo grão, um grande número de ramos, da mesma forma este resumo da fé encerra, em algumas palavras, todo o conhecimento da verdadeira piedade contida no Antigo e no Novo Testamento (Catech. ill. 5,12)
 
 
Santo Ambrósio (340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja que batizou Santo Agostinho, mostra de onde vem a autoridade do 'Símbolo dos Apóstolos', e a sua importância:
"Ele é o símbolo guardado pela Igreja Romana, aquela onde Pedro, o primeiro dos apóstolos, teve a sua Sé e para onde ele trouxe a comum expressão da fé" (CIC §194)."Este símbolo é o selo espiritual, a mediação do nosso coração e o guardião sempre presente; ele é seguramente o tesouro da nossa alma” (CIC §197). Os seus doze artigos, segundo uma tradição atestada por Santo Ambrósio, simbolizam com o número dos apóstolos o conjunto da fé apostólica (cf. CIC §191).

O símbolo da fé, o 'Credo', é a “identificação” do católico. Assim, ele é professado solenemente no dia do Senhor, no batismo e em outras oportunidades. Todo católico precisa conhecê-lo com profundidade.

Por causa das heresias trinitárias e cristológicas que agitaram a Igreja nos séculos II, III e IV, ela foi obrigada a realizar concílios ecumênicos (universais) para dissipar os erros dos hereges. Os mais importantes para definir os dogmas básicos da fé cristã foram os Concílios de Nicéia (325) e Constantinopla I (381). O primeiro condenou o arianismo, de Ário, sacerdote de Alexandria que negava a divindade de Jesus; o segundo condenou o macedonismo, de Macedônio, patriarca de Constantinopla que negava a divindade do Espírito Santo.

Desses dois importantes Concílios originou-se o 'Credo' chamado "Niceno-constantinopolitano", o qual traz os mesmos artigos da fé do 'Símbolo dos Apóstolos', porém de maneira mais explícita e detalhada, especialmente no que se refere às Pessoas divinas de Jesus e do Espírito Santo.

Além desses dois símbolos da fé mais importantes, outros 'Credos' foram elaborados ao longo dos séculos, sempre em resposta a determinadas dificuldades ou dúvidas vividas nas Igrejas Apostólicas antigas. Um exemplo é o símbolo “Quicumque”, dito de Santo Atanásio (295-373), bispo de Alexandria; as profissões de fé dos Concílios de Toledo, Latrão, Lião, Trento e também de certos Pontífices como a do Papa Dâmaso e do Papa Paulo VI (1968).

O Catecismo da Igreja nos diz que: "Nenhum dos símbolos das diferentes etapas da vida da Igreja pode ser considerado como ultrapassado e inútil. Eles nos ajudam a tocar e a aprofundar, hoje, a fé de sempre por meio dos diversos resumos que dela têm sido feitos" (CIC § 193).

O Papa Paulo VI achou oportuno fazer uma solene Profissão de Fé no encerramento do “Ano da Fé” de 1968. O Papa Paulo VI quis colocá-lo como um farol e uma âncora para a Igreja caminhar nos tempos difíceis que vivemos, por entre tantas falsas doutrinas e falsos profetas, que se misturam sorrateiramente como o joio no meio do trigo, mesmo dentro da Igreja.

Paulo VI falou, na época, daqueles que atentam “contra os ensinamentos da doutrina cristã”, causando “perturbação e perplexidade em muitas almas fiéis”. Preocupava o Papa as “hipóteses arbitrárias” e subjetivas que são usadas por alguns, mesmo teólogos, para uma interpretação da revelação divina, em discordância da autêntica interpretação dada pelo Magistério da Igreja.

Sabemos que é a Verdade que nos leva à salvação (cf. CIC §851). São Paulo fala da “sã doutrina da salvação” (2 Tm 4,7) e afirma que “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4); e “a Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3,15).

Com este artigo queremos dar início a uma série de outros doze, explicando, resumidamente, cada um dos artigos do 'Credo'.

Foto Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

Deixe-se trabalhar por Deus na oficina da vida

Deus quer nos fazer filhos d'Ele, e essa é a beleza de nossas vidas. O Senhor nos mostrou isso ao nos comparar com o barro nas mãos do oleiro, o qual faz vasos maravilhosos.

Baixe e ouça essa pregação

Para os judeus, o oleiro era um artista, porque trabalhava com o barro, ou seja, fazia, com aquilo que era desprezível e sem valor, algo maravilhoso. Mas uma coisa essencial na fabricação de um vaso é o processo em que esse objeto vai ao forno e passa por um fogo muito alto para ser “fundido”; se o barro não for bem trabalhado no processo de purificação, ele rachará ao ir ao forno. No entanto, se ele for um bom barro, resistirá ao fogo e ficará, justamente por causa desse elemento [fogo], um lindo vaso.

Não há outro meio para alcançarmos a santidade. Temos de passar pelo fogo, pela cruz. Nós somos de barro, mas Deus quer nos transformar e nos fazer um vaso artístico. Ele é capaz de fazer deste barro, que somos nós, um vaso precioso.


"Temos de entender que a vida não é uma mentira de novela, ela é uma aventura de transformação", ensina monsenhor Jonas

O Senhor nos criou para a eternidade, mas, infelizmente, nossa cabeça tem dificuldade de acreditar que nós viemos ao mundo para passar a eternidade com Ele. Assim como o vaso precisa passar pelo fogo para ser purificado, nós precisamos passar por este mundo para chegarmos à eternidade. Como o oleiro tem paciência com o vaso, o Senhor tem paciência conosco. Todo oleiro tem uma oficina, na qual trabalha com seus objetos. Da mesma forma, Deus tem uma "oficina", na qual Ele trabalha você. Esta "oficina" é a sua casa, o seu trabalho, a sua comunidade. Deixe-se trabalhar por Deus na oficina da vida.

Desta forma, entendemos o porquê da cruz, o porquê do sofrimento. Por ter muita sujeira dentro do barro, o oleiro precisa ter a mão firme para trabalhá-lo. O Senhor também tem a mão forte para trabalhar em nós. Ele precisa que, durante o tempo de nossa vida, esta sujeira saia para que possamos entrar no céu como um vaso novo, um vaso provado pelo fogo.

Temos de entender que a vida não é uma mentira de novela, ela é uma aventura de transformação.

O Senhor mesmo falou que o joio vai ser lançado fora, porque ele não é puro; o joio não é trigo, portanto, aquilo que é trigo, que é ouro, aquilo que é bom deve ser cada vez melhor, e a realidade do mundo está mostrando que o mau está ficando cada vez pior. Portanto, é preciso dizer 'sim' à santidade. "Ou santos ou santos!"

(Trecho da palestra "A vida não é passatempo" com monsenhor Jonas Abib)

terça-feira, 10 de julho de 2012

Dom Eugênio deixa grande legado à Igreja Católica

Da Redação, com Arquidiocese do Rio de Janeiro


Arquivo
Cardeal Eugênio Sales criou as pastorais: Penal, da Saúde, do Trabalhador, das Domésticas, do Anônimo, do Menor e das Favelas
O legado deixado pelo Cardeal Eugênio de Araujo Sales para a Arquidiocese do Rio de Janeiro e para a Igreja Católica é muito grande, principalmente no que tange as questões sociais. Dom Eugênio faleceu na noite desta segunda-feira, 9, aos 91 anos, vítima de um infarto enquanto dormia em sua casa no bairro do Sumaré, na capital carioca.

Ele foi arcebispo do Rio de Janeiro durante 30 anos, no período entre abril de 1971 e setembro de 2001. Dom Eugênio deixou o cargo devido ao limite de idade. Seu trabalho na arquidiocese foi fundamentado nas experiências que teve como arcebispo em Natal, a primeira diocese onde atuou e que governou entre 1962 e 1964, e Salvador, onde permaneceu como arcebispo no período entre 1965 a 1971.

Acesse
.: Dom Eugênio foi autêntica testemunha do Evangelho, diz Papa
.: Governo do Rio decreta luto por morte de Dom Eugênio
.: Arquidiocese de Salvador pede que fiéis rezem por Dom Eugênio Sales

Um dos seus marcos foi a preocupação com a questão social. Criou algumas pastorais com este foco, como a Penal, a da Saúde, a do Trabalhador, a das Domésticas, a do Anônimo, a do Menor e a das Favelas. A Pastoral das Favelas surgiu em 1976, e ganhou maior visibilidade em 1978, com o caso Vidigal, comunidade localizada na Avenida Niemeyer.

Naquela época, o secretário de Obras do município alegou que o morro tinha risco de desabar, e por isso, os moradores deveriam ser removidos e transferidos para o conjunto de Antares, em Santa Cruz. Os moradores, com o apoio da Pastoral das Favelas e de advogados, se mobilizaram e conseguiram impedir a remoção através de uma decisão judicial, afirmando que eles estavam no local há mais de duas décadas e que não havia risco iminente de desabamento.

O acontecido mudou a política fundiária. Com o respaldo legal, nenhuma comunidade poderia ser removida. A favela do Vidigal tornou-se um emblema da conquista e do direito de morar. Neste mesmo ano, o então Papa João Paulo II visitou o Rio de Janeiro e fez um discurso aos moradores da comunidade, que ficou conhecido como o “Sermão da Montanha”.

Como forma de solidariedade, o Pontífice ofereceu à comunidade o seu anel papal como um presente simbolizando a solidariedade com os mais desprovidos. Para homenageá-lo, os moradores criaram um samba para o Papa.

Na década de 80, a Pastoral das Favelas criou associações de moradores e se empenhou em conscientizar as pessoas sobre o seu direito à cidadania e participação delas como forma de transformar a sociedade. A década de 90 foi marcada pelos diálogos com as ONGs e os poderes públicos. Além disso, cada comunidade ganhou uma capela. A pastoral continua, até hoje, atuante, apoiando os moradores carentes, visando à solução dos problemas de moradia.

"A importância do trabalho de Dom Eugênio com relação à Pastoral das Favelas é que ele soube unir as pessoas dos diversos segmentos da nossa sociedade para colocar os seus serviços, as suas atuações a serviço dos mais pobres e necessitados", afirmou o atual responsável pela Pastoral das Favelas, monsenhor Luiz Antônio Lopes.

De acordo com o monsenhor, é justo que a Igreja dê uma atenção e esteja presente na vida dos mais pobres. A pastoral quer ser uma presença da Igreja que evangeliza, mas que também busca a transformação na qualidade de vida destas pessoas que moram nas áreas mais pobres da nossa Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Dom Eugênio Sales foi autêntica testemunha do Evangelho, diz Papa

Nicole Melhado
Da Redação

Cardeal Eugênio Sales com o Papa Bento XVI na Catedral de São Paulo, por ocasião da visita do Santo Padre ao Brasil, em 2007
O Papa Bento XVI expressou seus sentimentos de pesar pela morte do Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro, Dom Eugênio Sales, num telegrama enviado nesta terça-feira, 10.

Dom Eugênio faleceu na noite desta segunda-feira, 9, aos 91 anos, vítima de um infarto enquanto dormia em sua casa no bairro do Sumaré, na capital carioca

No telegrama enviado ao Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, o Pontífice ressaltou que Dom Eugênio revelou-se "autêntica testemunha do Evangelho no meio do seu povo”.

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.: NA ÍNTEGRA: Telegrama de Bento XVI sobre a morte de Dom Eugênio

“Recebi a triste notícia do falecimento do venerado Cardeal Eugênio de Araújo Sales, depois de uma longa vida de dedicação à Igreja no Brasil”, disse o Papa no telegrama.

Bento XVI disse ainda dar graças ao Senhor por ter dado à Igreja tão generoso pastor que, nos seus 70 anos de sacerdócio e 58 de episcopado, procurou apontar a todos a senda da verdade na caridade e do serviço à comunidade, em permanente atenção pelos mais desfavorecidos, na fidelidade ao seu lema episcopal: “Impendam et superimpendar” (gastarei e gastar-me-ei por inteiro por vós).


“Enquanto elevo fervorosas preces para que Deus acolha na sua felicidade eterna este seu servo bom e fiel, envio a essa comunidade arquidiocesana, à Igreja no Brasil e a quantos tomam parte nos sufrágios animados pela esperança da ressurreição, uma confortadora bênção apostólica”, concluiu o Papa.

Cardeal Eugênio Sales falece no Rio de Janeiro

Da Redação, com CNBB


Arquivo / CNBB
Dom Eugênio Sales morreu na noite de segunda-feira, 9, aos 91 anos.
A Arquidiocese do Rio de Janeiro informou no fim da noite desta segunda-feira, 9, a morte do Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro, Cardeal Eugênio de Araújo Sales, aos 91 anos, vítima de um infarto enquanto dormia em sua casa no bairro do Sumaré, na capital carioca.

“Foi um homem que seguiu Jesus Cristo, que soube estar presente nos momentos do Brasil”, avaliou Dom Orani João Tempesta, em entrevista ao Jornal da Globo, na madrugada desta terça-feira, 10.

Atualmente, Dom Eugênio era o mais antigo cardeal da Igreja Católica. Teve uma presença importante na questão dos refugiados, e foi uma referência para o Vaticano em relação à Igreja no Brasil.

“Lembramos de sua atuação na Favela do Vidigal, ajudando os mais necessitados. Foi alguém que nunca deixou a fidelidade ao seu amor à Igreja e ao Santo Padre”, recordou Dom Orani.

Segunda a Arquidiocese do Rio, o velório ocorrerá durante toda esta terça-feira na Catedral Metropolitana de São Sebastião, no centro do Ri, com Missas a cada duas horas. O enterro será na quarta-feira, 11, também na Catedral.
Biografia

Dom Eugênio Salles nasceu em Acari (RN) no dia 8 de novembro de 1920, e fez seus primeiros estudos em Natal onde ingressou, em 1931, no Seminário Menor. Os cursos de Filosofia e Teologia foram realizados Seminário da Prainha, em Fortaleza. A ordenação presbiteral ocorreu em dia 21 de novembro de 1943.

Com apenas 33 anos, em 1954, foi nomeado bispo auxiliar de Natal pelo papa Pio XII. Em 1962 foi designado administrador apostólico da Arquidiocese de Natal, função que exerceu até a chegada de Dom Nivaldo Monte, em 1965. Em seguida, tornou-se administrador apostólico da Arquidiocese de Salvador e, quatro anos depois, arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, pelo papa Paulo VI.

No período em que esteve em Salvador, Dom Eugênio foi o criador das Comunidades Eclesiais de Base, da Campanha da Fraternidade e do Movimento de Educação de Base. Foi também um dos primeiros a implantar o Diaconato Permanente na Igreja no Brasil. No tempo da Ditadura Militar, realizou, em segredo, diversas ações em prol do abrigo a perseguidos políticos.

Em 1969, Dom Eugênio foi criado cardeal presbítero pelo Papa Paulo VI, e chegou a ocupar cargos em onze congregações no Vaticano. Em 13 de março de 1971, foi nomeado para a Arquidiocese do Rio de Janeiro, função que exerceu até 2001, quando sua renúncia foi aceita. Ele já estava com 80 anos de idade.

Sua atuação teve como inspiração o seu lema episcopal, fundamentado na Carta de São Paulo aos Coríntios: "Impendam et Superimpendar" (2 Cor 12,15): “De muito boa vontade darei o que é meu, e me darei a mim mesmo pelas vossas almas, ainda que, amando-vos mais, seja menos amado por vós”.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Qual é a diferença entre Lúcifer e a Virgem Maria?

Padre Paulo Ricardo fala sobre sua experiência como diretor espiritual para dar um exemplo de como deixar-se formar ou não.
Por que Maria é aquela que pisa na cabeça da serpente? 
Tenho muitos filhos espirituais que são padres. O que acontece é que esse filhos precisam ser gerados, que o coração deles seja gerado na Virgem Maria. Porém, quando eu olho para um deles, vejo se perdendo, indo para o mal caminho, indo para a estrada da perdição. O primeiro passo que um padre dá para ser perder e se precipitar na rampa do inferno é o seguinte: eu quero ser diferente, eu sou mais eu, eu vou fazer o sacerdócio do meu jeito, eu não quero ser uma fotocópia do Padre Paulo, eu não vou pela cabeça dele. Mas, eu nunca pedi que me imitassem. O primeiro passo na direção do desfiladeiro é esse: eu sou especial, eu vou mostrar para esse paróquia o que é ser pároco. Esse foi o pecado de Lúcifer, que queria ser especial e não queria seguir a vontade de Deus.
Sendo uma criatura superior a Virgem Maria, por que Lúcifer perdeu a sua condição angelical?
Lúcifer foi criado como a criatura mais perfeita. Maria não foi criada como a criatura mais perfeita, mas tornou-se a criatura mais perfeita. Lúcifer era a criatura mais perfeita, mais cheia de luz, só que na sua soberba não quis servir, quis seguir o seu caminho, não quis obedecer. Por isso, do alto onde ele estava ele precipitou no inferno mais profundo. Existe uma hierarquia no inferno e no lugar mais baixo está Lúcifer. Ele está no pior lugar, porque, no seu orgulho, ele quis ser diferente. Maria foi criada imperfeita, tem um corpo e por isso é frágil. Não é como um anjo, que é superior ao ser humano. Porque ela se humilhou diante de Deus, por causa da sua humildade, deixou-se modelar completamente por Deus. A sua docilidade ela se deixou modelar completamente, por isso, ela está acima dos anjos mais altos, dos serafins, dos querubins. Ela está lá encima no Céu, é a criatura mais perfeita, bendita Virgem Maria, porque se humilhou e Deus a exaltou.
Os grandes de Deus foram sempre humildes e humilhados neste mundo. A Virgem Maria passou despercebida no Evangelho. Isso é uma das coisas que os protestantes alegam: veja, a Bíblia quase não fala da Virgem Maria. E a gente diz: é isso mesmo, porque ela passou silenciosa, Deus a exaltou. Porque é a humilde, silenciosa, que deixou seu testamento, as últimas palavras que ela deixou foram em Caná, na Galileia: “fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2, 5). Ela desaparece, ela se humilhou, e por isso, Deus a exaltou sobremaneira, por causa da sua humildade. O Senhor olhou para a humildade da sua serva (Lc 1, 48). Deus resiste aos soberbos, por isso o caminho é o da humildade. Aceite ser escravo. Maria aceitou ser escrava. Ela disse: eis a escrava do Senhor (Lc 1, 38). Da sua parte aceite ser escravo, se humilhe, baixe a sua cabeça. Somente assim seremos modelados.
A forma de sermos de Deus é sermos modelados pela Virgem Maria. Assim como Jesus veio ao mundo pela primeira vez nesse molde, nós precisamos nos derreter e derramar nesse molde que é a Virgem Maria, para que Cristo seja em nós. A finalidade da Verdadeira Devoção a Virgem Maria é Jesus. Deus quis vir a esse mundo por meio de uma mulher e nós precisamos ser nascidos de mulher se queremos ser como Cristo. Se eu quero dizer que vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim (cf. Gl 2, 20), eu preciso deixar que Cristo seja gerado, modelado em mim no ventre de Maria.
O caminho de Deus é este, Ele escolheu esse caminho, não há outro. Mesmo os protestantes que buscam a santidade estão sendo gerados no ventre de Maria. Se neles existe alguma sombra de amor por Cristo, eles estão no útero de Maria sendo gestados, queiram ou não. Porque eu preciso ser esse bronze líquido, é que São Luís Maria usa essa linguagem de escravo, no “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem“. A consagração é um estilo de vida. É por isso que nós precisamos aprender como se vive isso no dia a dia, para viver a consagração.
Este é a quarto artigo de uma série. Estes são retirados de palestras do Padre Paulo Ricardo no I Consagra-te de Cuiabá, em 2011. O primeiro post teve como tema “Como ser fiel a Jesus Cristo?”, o segundo post foi intitulado “Como ter a têmpera dos mártires?” e o terceiro, Maria, o molde perfeito de Jesus Cristo.