sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Eis a esperança que pode transformar o mundo em que vivemos

O Evangelho quer produzir em nós uma esperança que supera os limites do otimismo, pois antes de tudo a nossa esperança nos enraíza e nos remete a Deus, e não em pensamentos positivos do tipo: “No fim dará tudo certo!” Será? Dependerá de respostas acertadas, inspiradas, evangélicas!
O evangelista apresenta a Palavra do Senhor em seu sermão escatológico (Lc 17,26-37), no qual Jesus utiliza dois antigos acontecimentos para ensinar algo urgente para o presente e o futuro. Cristo cita Noé (cf. Gn 6,5) e Ló (cf. Gn 19,19-26), pois no tempo de ambos: «comiam, bebiam, casavam-se e se davam em casamento… compravam e vendiam, plantavam e construíam» (Lc 17,27s).
Isto é o mesmo que dizer que eles viviam todos num nível apenas horizontal da vida, no comum dos mortais! Então Jesus utiliza expressões surpreendentes e que revelam uma intervenção decisiva de Deus na história passada: «até o dia em que Noé entrou na arca… Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma» (vv. 27.29).
Para revelar que o mesmo Senhor da história um dia intervirá definitivamente, disse Jesus Cristo: «O mesmo acontecerá no dia em que o Filho do Homem for revelado» (v.30).
Jesus não “joga com palavras” e nem o evangelista, mas tudo isto é para que nos deixemos conquistar pela ação do Espírito de Cristo atuante na história presente da humanidade. Ele, antes de tudo e todos, pretende preparar os amados de Deus para o Juízo Final, o qual não tarda: «Eis que venho em breve, trazendo comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo as suas obras. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Começo e o Fim» (Ap 22,12-13).
Mas retornando um pouco atrás, nota-se que os personagens citados por Jesus, também nos recordam a realidade dos seus contemporâneos: «O Senhor viu o quanto havia crescido a maldade das pessoas na terra e como todos os projetos de seus corações tendiam unicamente para o mal» (Gn 6,5). Quanto a Sodoma, o diagnóstico não foi também muito animador para os Anjos do Senhor, perante o justo Ló: «Vamos destruir este lugar, pois grande é o clamor contra ele diante do Senhor» (Gn 19,13).
Passagens bíblicas que não nos dão o direito de julgar e condenar ninguém, tampouco querem gerar pessimismo em nós, mas podem nos chamar à interpretação dos sinais – ou contra-sinais! – dos tempos atuais, cristãos radicados na misericórdia e verdade do Senhor.
Ele virá! Maranathá! Ainda que os acontecimentos e notícias que chegam a nós não parecem compor um cenário tão diferente ao de Noé ou de Ló, não poderemos nunca datar ou precisar a volta gloriosa d’Aquele que não cessa de vir ao nosso encontro em cada situação da vida, sem nunca deixar de também chamar: «Vinde a mim, todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso» (Mt 11,28).
Por isso também, precisamos aproveitar este Kairós (tempo de graça), que o nosso Papa Bento XVI inaugurou, com o Ano da Fé. Nele podemos lembrar que se Noé entrou com a sua família na Arca e Ló saiu de Sodoma com os seus familiares, precisamos assumir a nossa casa e os relacionamentos familiares como o primeiro campo de missão, onde é necessário anunciar o Senhor.
Ele quer contar conosco na salvação dos nossos e outros, a começar pela intercessão. Somente em Jesus todos podem crescer no “entrar e sair”, como expressão da verdadeira liberdade no Senhor, a qual nunca significará um render-se aos modismos ou ideologias mundanas: «Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo; poderá entrar e sair e encontrará pastagem» (Jo 10,9).
Ele é o Bom Pastor que, através da sua Igreja-Esposa, quer salvar e preparar a humanidade para a sua Segunda Vinda. Esta última não pode ser temida, mas profundamente suplicada e acolhida: «O Espírito e a Esposa dizem: “Vem”! Aquele que ouve também diga: “Vem”! Quem tem sede, venha, e quem quiser, receba de graça a água vivificante» (Ap 22,17).
Eis a esperança que pode transformar o mundo atual em lugar não de medo, mas de fé, esperança e amor operantes.
Padre Fernando Santamaria – Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

10 conselhos de Bento XVI aos jovens


1) Conversar com Deus
“Algum de vós poderia talvez identificar-se com a descrição que Edith Stein fez da sua própria adolescência, ela, que viveu depois no Carmelo de Colônia: “Tinha perdido consciente e deliberadamente o costume de rezar”. Durante estes dias (de Jornada Mundial da Juventude) podereis recuperar a experiência vibrante da oração como diálogo com Deus, porque sabemos que nos ama e, a quem, por sua vez, queremos amar”.
2) Contar-lhe as penas e alegrias
“Abri o vosso coração a Deus. Deixai-vos surpreender por Cristo. Dai-lhe o ‘direito de vos falar’ durante estes dias. Abri as portas da vossa liberdade ao seu amor misericordioso. Apresentai as vossas alegrias e as vossas penas a Cristo, deixando que ele ilumine com a sua luz a vossa mente e toque com a sua graça o vosso coração.
3) Não desconfiar de Cristo
“Queridos jovens, a felicidade que buscais, a felicidade que tendes o direito de saborear, tem um nome, um rosto: o de Jesus de Nazaré, oculto na Eucaristia. Só ele dá plenitude de vida à humanidade. Dizei, com Maria, o vosso ‘sim’ ao Deus que quer entregar-se a vós. Repito-vos hoje o que disse no princípio de meu pontificado: Quem deixa entrar Cristo na sua vida não perde nada, nada, absolutamente nada do que faz a vida livre, bela e grande. Não! Só com esta amizade se abrem de par em par as portas da vida. Só com esta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos liberta. Estai plenamente convencidos: Cristo não tira nada do que há de formoso e grande em vós, mas leva tudo à perfeição para a glória de Deus, a felicidade dos homens e a salvação do mundo”.
4) Estar alegres: querer ser santos
“Para além das vocações de consagração especial, está a vocação própria de todo o batizado: também é esta uma vocação que aponta para um ‘alto grau’ da vida cristã ordinária, expressa na santidade. Quando encontramos Jesus e acolhemos o seu Evangelho, a vida muda e somos impelidos a comunicar aos outros a experiência própria (…). A Igreja necessita de santos. Todos estamos chamados à santidade, e só os santos podem renovar a humanidade. Convido-vos a que vos esforceis nestes dias por servir sem reservas a Cristo, custe o que custar. O encontro com Jesus Cristo vos permitirá apreciar interiormente a alegria da sua presença viva e vivificante, para testemunhá-la depois no vosso ambiente”.
5) Deus: tema de conversa com os amigos
“São tantos os nossos companheiros que ainda não conhecem o amor de Deus, ou procuram encher o coração com sucedâneos insignificantes. Portanto, é urgente ser testemunhos do amor que se contempla em Cristo. Queridos jovens, a Igreja necessita autênticos testemunhos para a nova evangelização: homens e mulheres cuja vida tenha sido transformada pelo encontro com Jesus; homens e mulheres capazes de comunicar esta experiência aos outros”.
6) No Domingo, ir à Missa
“Não vos deixeis dissuadir de participar na Eucaristia dominical e ajudai também os outros a descobri-la. Certamente, para que dela emane a alegria que necessitamos, devemos aprender a compreendê-la cada vez mais profundamente, devemos aprender a amá-la. Comprometamo-nos com isso, vale a pena! Descubramos a íntima riqueza da liturgia da Igreja e a sua verdadeira grandeza: não somos os que fazemos uma festa para nós, mas, pelo contrário, é o próprio Deus vivo que prepara uma festa para nós. Com o amor à Eucaristia redescobrireis também o sacramento da Reconciliação, no qual a bondade misericordiosa de Deus permite sempre que a nossa vida comece novamente”.
7) Demonstrar que Deus não é triste
“Quem descobriu Cristo deve levar os outros para ele. Uma grande alegria não se pode guardar para si mesmo. É necessário transmiti-la. Em numerosas partes do mundo existe hoje um estranho esquecimento de Deus. Parece que tudo anda igualmente sem ele. Mas ao mesmo tempo existe também um sentimento de frustração, de insatisfação de tudo e de todos. Dá vontade de exclamar: Não é possível que a vida seja assim! Verdadeiramente não”.
8) Conhecer a fé
“Ajudai os homens a descobrir a verdadeira estrela que nos indica o caminho: Jesus Cristo. Tratemos, nós mesmos, de conhecê-lo cada vez melhor para poder conduzir também os outros, de modo convincente, a ele. Por isso é tão importante o amor à Sagrada Escritura e, em consequência, conhecer a fé da Igreja que nos mostra o sentido da Escritura”.
9) Ajudar: ser útil
“Se pensarmos e vivermos inseridos na comunhão com Cristo, os nossos olhos se abrem. Não nos conformaremos mais em viver preocupados somente conosco mesmo, mas veremos como e onde somos necessários. Vivendo e atuando assim dar-nos-emos conta rapidamente que é muito mais belo ser úteis e estar à disposição dos outros do que preocupar-nos somente com as comodidades que nos são oferecidas. Eu sei que vós, como jovens, aspirais a coisas grandes, que quereis comprometer-vos com um mundo melhor. Demonstrai-o aos homens, demonstrai-o ao mundo, que espera exatamente este testemunho dos discípulos de Jesus Cristo. Um mundo que, sobretudo mediante o vosso amor, poderá descobrir a estrela que seguimos como crentes”.
10) Ler a Bíblia
“O segredo para ter um ‘coração que entenda’ é edificar um coração capaz de escutar. Isto é possível meditando sem cessar a palavra de Deus e permanecendo enraizados nela, mediante o esforço de conhecê-la sempre melhor. Queridos jovens, exorto-vos a adquirir intimidade com a Bíblia, a tê-la à mão, para que seja para vós como uma bússola que indica o caminho a seguir. Lendo-a, aprendereis a conhecer Cristo. São Jerônimo observa a este respeito: ‘O desconhecimento das Escrituras é o desconhecimento de Cristo’”.
Fonte: opusdei.org.br

Origem Terço dos Homens

Terço dos Homens Mãe Rainha 


Terço dos Homens Mãe Rainha:
o que é, história e finalidade


O Terço dos Homens Mãe e Rainha é uma iniciativa que cresce sempre mais e traz muitas bênçãos para Schoenstatt e toda a Igreja. Mas, o que realmente é essa iniciativa? Todo grupo de Terço dos Homens é uma iniciativa de Schoenstatt? Para esclarecer essas e outras dúvidas e também para louvar a Mãe de Deus por essa iniciativa entrevistamos o Pe. Vandemir Meister, assessor do Terço dos Homens Mãe e Rainha no regional Sudeste. Vale complementar que as respostas foram também assinadas pelo Pe. Pedro Cabello, assessor no Nordeste.

Pe. Vandemir

Pe. Vandemir, qual é a sua função no Terço dos Homens Mãe Rainha?

 - Sou o Assessor do Regional Sudeste do Terço dos Homens Mãe Rainha (THMR), que compreende alguns regionais da CNBB. A assessoria do THMR, no Brasil, também é organizadas por Regionais.

Percebe-se que com o Terço dos Homens algo novo está surgindo na Igreja. Fala-nos sobre isso.

- Realmente, o Terço dos Homens é uma nova irrupção da graça do Espírito Santo na Igreja do Brasil. O homem rezando o terço é algo novo e interessante. Até então, parecia que esta devoção era uma coisa reservada às mulheres, os homens rotulavam assim, pensando que era uma piedade para as “beatas” da igreja.

Deus escreve direito com linhas tortas. Ele suscita esta grande irrupção: o Terço dos Homens, num tempo em que os homens se afastam cada vez mais das coisas de Deus, e, claro, da devoção pessoal a Nossa Senhora. Deus usa o seu velho princípio: as causas segundas! Neste caso, instrumentos humanos, pessoas concretas, para manifestar sua vontade.
Deus nos confirma diariamente que era sua vontade era chamar à vida este “movimento”, a historia e fecundidade destes 13 são uma prova. Deus quer que os homens se reúnam para rezar o terço e para que sejam educados pela Mãe e Rainha.

O senhor falou que só homens se reúnem para a reza do terço, e as mulheres?

- Não somente as mulheres, mas toda a família tem um dia no mês que é aberto para ela. É o chamado o “dia da família”. Nesse dia, toda a família dos homens do terço são convidados para rezar. O homem, por natureza, quando a mulher aparece, acaba deixando para ela tudo o que tem a ver com o mundo da oração.

Eu creio que esse novo acontecer é uma graça de Deus, que somente os homens se reúnam para rezar do seu jeito. É a ocasião e momento para que ele desenvolva pessoalmente seu mundo de oração ao seu estilo. E em todo caso, o terço dos homens quer promover a oração em família, que o homem e a mulher aprendam a rezar juntos. O mais importante é que no THMR o homem aprende a desenvolver o jeito masculino de se relacionar com Deus...

Como está o crescimento do Terço dos Homens no Brasil?

- O Terço do Homens Mãe Rainha cresce cada dia mais. A Mãe de Deus, neste momento, é como um ímã que atrai e convoca. Isso está acontecendo em todas as regiões do Brasil. No Nordeste tem crescido fortemente e a partir de lá se tem expandido para outras regiões.

Quando nasceu o Terço dos Homens no Brasil?

- O Terço para Homens já é bem antigo no Brasil. Na época da escravidão ele já existia. Eram os escravos que se reuniram com os missionários para rezar o terço. O "Terço dos Homens dos Pretos" é um exemplo disso. Depois, houve grupos isolados de homens que, de quando em quando, se reuniam para rezar o terço. Temos vários exemplos na história da Igreja no Brasil de grupos de homens que se reuniram para rezar o terço. Mas, o novo é a irrupção e expansão missionária do Terço dos Homens Mãe Rainha que surge a partir do Santuário de Schoenstatt, em Olinda/PE


Sua resposta é muito interessante e esclarece que nem todo grupo Terço dos Homens é uma iniciativa de Schoenstatt. Conta-nos, então, como e quando nasce o Terço dos Homens no Santuário?
- Pe. José Pontes (um Padre de Schoenstatt que trabalha no Paraguai) visitando uma paróquia em Jaboatão, em Pernambuco, deparou-se com um grupo de homens que se reuniam para rezar o terço. Inspirado nessa experiência, ele teve a idéia formar um grupo semelhante no Santuário da Mãe e Rainha, em Olinda/PE. Esse Santuário foi consagrado com um ideal e missão muito atual e exigente: ser um Santuário ao serviço da Nova Evangelização.
Pe. Pontes, então, convida alguns homens, que freqüentavam assiduamente o Santuário, para assumir essa idéia evangelizadora e começar a rezar o terço mensalmente. Com a reza do Terço, no santuário, lentamente vão-se inserindo no carisma e na espiritualidade do Movimento Apostólico de Schoenstatt.
No mês de maio de 1997, surgiu a idéia rezar o teço semanalmente, pois era o mês de Maria. Os homens assumiram esse propósito, mas não somente este, também uma atitude missionária: fundar o THMR em outras Paróquias (da diocese de Olinda e Recife); pois a experiência que tinham vivido, rezando o terço em comum, tinha produzido entre eles, grandes frutos de transformação. Eles atribuíam essa graça ao Santuário da Mãe e Rainha, que lhes dava força missionária para expandir o THMR.

E por que o nome "Terço dos Homens Mãe Rainha"?

No início, o nome que identificava esta ação apostólica era Grupo de Oração Terço dos Homens (GOTH’S). Com o crescimento e expansão o nome GOTH”S era identificado com os Grupos de Oração da Renovação Carismática, ao mesmo tempo, o nome GOTH´S não expressava o carisma de Schoenstatt, que os identificava desde o inicio.
Santuário da Mãe Rainha  - Olinda/PE

Então, acrescenta-se o "Mãe Rainha", justamente para assegurar a fonte de graças, de onde surgiu essa nova irrupção: o Santuário da Mãe Rainha. Durante a realização do Simpósio de Mariologia, em Belém do Pará, na preparação da V Conferência do CELAM e da vinda do Papa Bento XVI a Aparecida, o Assessor Nacional do Terço dos Homens, daquele tempo, junto com o Coordenador Nacional e um dos nossos padres especialistas em Mariologia, fazem uma profunda reflexão sobre a caminhada do Terço dos Homens, sobre a identificação e projeção pastoral.
Então, sem perder a originalidade fundante, “rebatizam-no” com o nome de “Terço dos Homens Mãe Rainha”. A partir desse momento deixa de ser chamado de grupo de oração e o nome oficial, registrado em cartório, passa ser: Terço dos Homens Mãe Rainha, com a sigla: THMR.

Como o senhor nos explica a existência de vários grupos chamados de “Terço dos Homens” que não usam esse nome oficial?

- Sim, existem vários grupos chamados de Terço dos Homens, que nem sabem qual é a origem dessa pastoral. Podemos afirmar que alguns Terços dos Homens de antigamente, surgiram sem uma expansão significativa, outros grupos surgem - sem saber - do modelo THMR.
Talvez aqui valha a pena contar um exemplo: visitando uma paróquia em Goiás, o pároco me contou que ele trouxe o terço dos Homens para sua paróquia. Nas férias – em Fortaleza – na sua paróquia de origem, este pároco teve uma experiência vital com o Terço dos Homens. Interessado nesse apostolado - “sui generis" - juntou o material que havia nesse momento e partiu para fundar o Terço dos Homens na sua paróquia. Mas, ele não sabia que o terço da sua paróquia de Fortaleza “era da Mãe Rainha”.
Desta ou outra forma surgiram muitos Terços dos Homens. Todos eles têm sua razão de existir, pois neste mundo tão secularizado eles promovem a devoção mariana e a evangelização da família: ótimo!

Qual é a função dos Padres de Schoenstatt como Assessores do THMR?

- Os Padres de Schoenstatt, assessores, preocupam-se com a assistência espiritual do Terço dos Homens Mãe Rainha - THMR. Cuidamos do seu crescimento, do cultivo da espiritualidade da Mãe e Rainha (Espiritualidade de Schoenstatt), da sua estrutura, material, da formação, dos Encontros Diocesanos, Regionais, Estaduais e Nacionais etc. Diante da CNBB sentimos-nos responsáveis por todos os Terços dos Homens que cultivam a espiritualidade de Schoenstatt.

Há algum bispo na CNBB responsável pelo Terço dos Homens?

- Sim. A irrupção do serviço pastoral do Terço dos Homens é tão grande que se fez sentir na Igreja. Os bispos vêem neste acontecimento uma nova força evangelizadora dentro da Igreja, a qual não pode ser ignorada. Dom Gil Antonio Moreira, Arcebispo de Juiz de Fora/MG, um grande entusiasta do Terço, assume a grande responsabilidade – de parte da CNBB – de ser o Bispo referencial para todas as expressões do Terço dos Homens.

O que quer dizer isso?

- Dom Gil tem a missão de motivar e promover, como também representar na CNBB todos os Terços dos Homens, entre eles o THMR. Ele tem a missão de apoiar e incentivar os diferentes carismas e espiritualidades que se expressam no Terço dos Homens, mantendo a originalidade de cada um e a unidade desse grande acontecer na Igreja do Brasil. Uma vez por ano está acontecendo uma Romaria ao Santuário Nacional de Aparecida, já acaba de acontecer a terceira, onde se encontraram todas as expressões do Terço dos Homens. Todos os homens se reúnem “na casa de Maria”.

O senhor teve uma conversa com Dom Gil. Pode nos falar sobre isso?

- Logo que foi oficializado o nome de Dom Gil como Bispo referencial para o Terço dos Homens, fizemos-lhe uma visita para apresentar-lhe o THMR. Primeiramente, agradecemos-lhe por ter assumido essa missão diante da Igreja no Brasil. Falamos sobre a rica história do nascimento, e expansão do THMR.

Ele ficou muito impressionado quando falamos na quantidade de homens do THMR que reúnem semanalmente nas suas comunidades. Não temos o numero exato de membros, mas a Secretaria Nacional do THMR informou-me que certamente o numero de participantes já ultrapassou um milhão. Como não ficar surpreso? Ele ficou muito contente. Ele pensa em montar uma secretaria junto à CNBB, para dar assistência a todas as espiritualidades que inspiram as varias correntes do Terço dos Homens. Dom Gil é uma benção para o Terço dos Homens. Com esta sua nomeação, o Terço dos Homens ganha um novo “status” e nos confirma na nossa caminhada.

Pe. Vandemir, para encerrar, qual sua mensagem para o Terço dos homens?

- Gostaria de incentivar a todos os Terços dos Homens existentes no nosso país, para que sejam fiéis à sua origem e se empenhem em rezar o Terço com muita devoção, procurando um encontro pessoal de fé com a Mãe de Jesus e nossa Mãe. Que sejam os missionários da nova evangelização, propagando esta devoção na Igreja do Brasil, que a partir do Documento de Aparecida convoca-nos a uma “missão continental” e a vivermos em “estado permanente de missão”.
Agradecemos ao Pe. Vandemir e lembramos que há um manual para o Terço dos Homens Mãe Rainha, que pode ser encontrado em todos os centros de Schoenstatt, no qual estão todas as diretrizes para essa bela inciativa.

Liturgia Diária


Primeira leitura (Filipenses 3,3-8a)
Salmo (Salmos 104)
Evangelho (Lucas 15,1-10)

Evangelho (Lucas 15,1-10)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximaram-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.
3Então Jesus contou-lhes esta parábola: 4“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, 6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ 7Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão.
8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ 10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho


A alegria da inclusão social



Jesus é criticado pelos fariseus e escribas por acolher aqueles que eram por eles considerados pecadores. Jesus narra-lhes, então, três parábolas sobre a misericórdia de Deus, duas das quais lemos hoje. O dono das ovelhas ou a mulher dona de casa vão à procura da ovelha perdida ou da moeda perdida, e se alegram quando a encontram.

O "pecador" era um excluído, impuro diante de centenas de preceitos da Lei (Torá), ficando assim obrigado a trazer ofertas para os sacrifícios de purificação feitos pelos sacerdotes. Jesus supera estes critérios religiosos excludentes e opressores, acolhendo a todos. É o amor misericordioso que reergue as pessoas e as integra, alegremente, na vida comunitária.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Deodato

São Deodato O santo de hoje, cujo nome significa "dado por Deus", foi por quarenta anos Padre em Roma antes de suceder ao Papa Bonifácio IV a 19 de outubro de 615. Em Roma, o Papa não era somente o Bispo e o Pai espiritual, mas também o guia civil, o juiz, o supremo magistrado, a garantia da ordem. Com a morte de cada pontífice, os romanos se sentiam privados de proteção, expostos às invasões dos bárbaros nórdicos ou às reivindicações do império do Oriente. A teoria dos dois únicos, Papa e imperador, que deviam governar unidos o mundo cristão, não encontrava grandes adesões em Constantinopla.

O Papa Deodato, entretanto, buscou o diálogo junto ao imperador intercedendo pelas necessidades de seu povo e, apesar do imperador mostrar-se pouco solícito para o bem do povo, enviou o exarca Eleutério para acabar com as revoltas de Ravena e de Nápoles. Foi a única vez que o Papa Deodato, ocupado em aliviar os desconfortos da população da cidade, nas calamidades acima referidas, teve um contato, se bem que indireto, com o imperador.

Foi inserido no Martirológio Romano, um episódio que revalidaria a fama de santidade que circundava este pontífice que guiou os cristãos em épocas tão difíceis: durante uma das suas frequentes visitas aos doentes, os mais abandonados, os que era atingidos pela lepra, teria curado um desses infelizes, após havê-lo amavelmente abraçado e beijado.

São Deodato morreu em novembro do ano 618, amado e chorado pelos romanos que tiveram a oportunidade de apreciar seu bom coração durante as grandes calamidades que se abateram sobre Roma nos seus três anos de Pontificado (inclusive um terremoto, que deu golpe de graça aos edifícios de mármore dos Foros, já devastados por sucessivas invasões bárbaras e horríveis epidemia).

São Deodato, rogai por nós!